Manchado de verdades

É complicado narrar essa história. Era uma noite triste e eu não dormia há três dias. Andava refletindo sobre minha própria vida e papel desempenhado nela. Após muito matutar, cheguei à conclusão de que, apesar do mundo se atualizar diariamente, talvez algumas coisas estejam destinadas a não mudar. Meus avós, por exemplo, reclamavam da falsidade... Continuar Lendo →

Subúrbio em trevas

Danilo tinha vinte e cinco anos de idade e era morador de Quintino. Foi nascido e criado no bairro, seu apelido por lá era Deco. Descendente de nordestinos, ele vive sozinho no Rio. Seu parente mais próximo era a avó materna, já falecida. Ela deixou para ele um pequeno apartamento próximo a Faetec. Por profissão,... Continuar Lendo →

Coração Oco

No princípio eu acreditava que o vazio era um mal que só alcançava os grandes pensadores, os mais cultos, os membros da alta classe e os maiores filósofos de um século. Dostoiévski sofreu com ele, Nietzsche explicou-o por demasiado, Schopenhauer e Hegel falaram até cansar. Mas tudo se tornou confuso após alguns anos quando eu... Continuar Lendo →

I Guess That’s Why They Call It The Blues

As flechas surgem nos momentos de fragilidade. As dores aparecem mediante ao temor. Os golpes atestam a traição, o desespero conclui a infelicidade. Nem as trevas noturnas são tão deprimentes quanto os dias mais cinzas. A solidão da noite não é nada quando comparada ao conjunto de horas esperando uma solução, aguardando pelo pior, encarando... Continuar Lendo →

Pra cá das memórias, pra lá de você

Hoje eu voltei a sonhar com você e, pela primeira vez, ficamos juntos. Foi complicado, não nego; até nos confins do meu subconsciente, você é difícil de se conquistar. Mas eu consegui, depois de muito papear e muito demonstrar que valia a pena. Quando ganhei seu primeiro beijo, tive uma sensação única. Sensação da qual,... Continuar Lendo →

Veraneio Malogro

  Cá estou! Tristonho, suponho. Convicto das dores que colecionei com o tempo, Desfalcado encaro, um cotidiano sem sabor, Pois sem você, é claro, tudo que tenho é efêmero. Cá estou! Tristonho, suponho. Observando as rosas dançando na chuva, Com as mãos calejadas desfaço as lágrimas, Molhadas memórias, amargas entre as unhas. Cá estou! Tristonho,... Continuar Lendo →

O depoimento de um ex ególatra

  Eu achei que meu amor era perfeito. Não por hipérbole, não por arrogância,  mas por não dar conta do que estava andando no meu peito. "Isso é grande demais pra ser meu", achava. Afinal, nunca alimentei expectativas e nem mesmo trabalhei com sentimentos. Mesmo assim, o amor surgiu! Lindo, impactante e de lugar nenhum.... Continuar Lendo →

Uma canção sem voz

"Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia" – Friedrich Nietzsche   Nós estamos no futuro, amigos leitores. Acredito fielmente nisso, até que o amanhã me prove o contrário. E falando do futuro, hoje usufrui um... Continuar Lendo →

O mundo está cada vez mais carente

  Digam o que disserem, o mal do século é a solidão. Cada um de nós imerso em sua própria arrogância, Esperando por um pouco de afeição... ♫ Musica: Esperando por mim -  Legião Urbana   Seja num grupo de adolescentes evangélicos brasileiros encaixados em algum tipo de propósito que obrigue o exercício da fé... Continuar Lendo →

Escreva um blog: WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: