piso frio do meu peito

andando descalça no piso frio do meu peito, tiro as roupas, estico-me em frente ao espelho. danço achando que tenho jeito, viro pros lados, estremeço, finjo que não existe mais nada. questiono-me quem sou mesmo que viva apenas o instante, dói não saber dizer nada… se sou pedaços do agora ou do passado, não entendo os pedaços que perdi no piso frio do meu peito. não dá pra achar culpado, tudo está aqui emaranhado e agarrado ao meu cabelo, a verdade intrínseca de ser eu, com medo de não ser mais nada. Continue lendo “piso frio do meu peito”

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Ascético

Caras semi-amarradas

movem-se vultosamente entre esquinas.

Cada coração magoado traz a marca

e traga cada nota das buzinas.

 

Em passos pálidos ligeiros,

repreenchem cada vil espaço,

entre roupas e dinheiros,

entre a vida e o cansaço.

 

É quase tanto,

e é tanto nada.

Cada vida sem sentido.

Cada ´´oi“  é quase um grito.

Cada corpo na calçada.

 

 

Rotineiro

futurismo

Palmeiras crescem sobre as coberturas,
as coberturas moram em cima dos prédios,
os prédios cospem as pessoas de manhã,
E as pessoas?
As pessoas caem sobre o chão e dormem,
morrem,
escorrem pelos viadutos,
entopem praças e botequins,
amontoam-se sobre as calçadas,
inchadas de ódio comum,
puro,
um ódio inocente,
um ódio de gente.

A gente passa a noite toda,
morde o travesseiro,
se afoga na almofada quente,
a gente sente,
a gente sente!
A gente mente,
sangra mais uma gota transparente.
E a gente?
a gente se cala,
range os dentes
e vai trabalhar na manhã seguinte

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