Prosopopeico

As vezes olho as paredes E parecem falar comigo Alguma coisa surda, Breve, opaca, indissoluta O no timbre insuportável dos seus versos Venho ver meu universo, entre dedos me escorrer E a cada gota suja da memória Essa dor é minha história Não é fácil de esconder Já inerte entre as notas frias da parede... Continuar Lendo →

amanhã fará sol

domingos são sempre tristes. domingos chuvosos são sempre tristes. não importa o barulho. a quantidade de conversas. as risadas na sala de estar. domingos chuvosos são sempre tristes. não importa o filme. o tipo de passeio. não importa o clima. domingos são sempre tristes. arrumei os livros nas preteleiras. organizei em ordem alfabética. não gostei.... Continuar Lendo →

amalgamar

facada no peito que rasga sangra é soco no estômago grito no ouvido   sua palavra é   garoa de domingo som de cachoeira canto de pássaro ao meio-dia   sua palavra é   silêncio escandaloso sol escaldante arrepio na nuca voo desengonçado banho de rio   sua palavra é assim tudo amalgamado  

efusão

  A confusão borbulha em meu peito Em efusão — queima, Quanto mais me movimento, Mais se espalha este amargo efervescente. Decidi então, sentar e pensar… Nunca estive tão aprofundada em subjetividade Esfriando o peito a sopros Acalmando o incêndio E obtendo sucesso. Finalmente estou sabendo Viver dentro de mim.

vagarosa noite

a noite que antes parecia correr desesperadamente agora parece andar [tranquilamente] não há sono contemplo as paredes do quarto fico a me perder em pensamentos mas não há sono posso ouvir cada mínimo ruído e a música que toca nos fones fica em segundo plano enquanto as horas passam devagar   a noite agora é longa... Continuar Lendo →

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