Space Oddity

O alarme tocou "Come a Little Bit Closer", as cortinas eletrônicas se abriram e o precário feixo de luz solar atingiu o rosto de Tom. Ergueu-se, bocejou e se atirou no chão feito um saco de batatas. Ficou ali, deitado, com a coluna ereta no piso gelado por um longuíssimo tempo. Depois ganhou coragem, virou... Continuar Lendo →

Subúrbio em trevas

Danilo tinha vinte e cinco anos de idade e era morador de Quintino. Foi nascido e criado no bairro, seu apelido por lá era Deco. Descendente de nordestinos, ele vive sozinho no Rio. Seu parente mais próximo era a avó materna, já falecida. Ela deixou para ele um pequeno apartamento próximo a Faetec. Por profissão,... Continuar Lendo →

Seleção Natural

O meu avô caçava passarinhos e revendia de forma ilegal. Ganhou um bom dinheiro com isso, conquistou muitos bens com isso, construiu um legado com isso. Sou contra. Porra, sou completamente contra. Vê-los e ouvi-los de perto, cheios de graça, é até bonito, sabe? Mas vendê-los? Céus! Sou contra. E agora tem esse cara, esse... Continuar Lendo →

O orgulho de ser um ninguém [+18]

Quando a música terminou de tocar, olhei ao redor e não vi mais nenhum dos rapazes que vieram comigo. Provavelmente já estavam bêbados demais para lembrarem de mim, ou se deram bem e estão beijando alguém em algum canto do terraço. Pela vidraça notei que, lá fora, o sol já estava pra nascer. As nuvens... Continuar Lendo →

Escrever e nada mais!

Certa vez um leitor me disse que estava decepcionado com os escritores atuais sobretudo porque, segundo ele, a maioria deles "perdem muito tempo escrevendo sobre si mesmos e não criam novas histórias, crônicas, poemas, contos e novelas de tirar o fôlego" (sic). Eu entendo a crítica dele e respeito a opinião mas, precisamente sobre ela,... Continuar Lendo →

Coração Oco

No princípio eu acreditava que o vazio era um mal que só alcançava os grandes pensadores, os mais cultos, os membros da alta classe e os maiores filósofos de um século. Dostoiévski sofreu com ele, Nietzsche explicou-o por demasiado, Schopenhauer e Hegel falaram até cansar. Mas tudo se tornou confuso após alguns anos quando eu... Continuar Lendo →

Venenosa

Eu compus, poetizei, filosofei, mas falhei. Falhei, reclamei e gaguejei. Gaguejei até ela se vestir, chorar, sair. Então falhei, gaguejei, reclamei e a perdi. Todos sabem que tentei, Tentei aquietar o jeito dela, Meio efusiva, Meio menina, Meio noturna, Meio perdida. Só não dei conta, Inferno! Ninguém dá conta. Ela não faz o tipo que... Continuar Lendo →

Escreva um blog: WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: