Estupefato

Poesia, velha arte do encanto E se descer-me o teto escuro Quem há de iluminar meu canto?   Se hoje sou poeta, O sou pois já amei e tanto Que as rimas indiscretas Derramo no papel, de espanto   E o susto arrepiado dos meus versos Faz o som mais predileto Quando encontra os lábios... Continuar Lendo →

Súplica

Ilusão, traga-me, ser completo. Traga-me para perto de tudo que perfeito há. Ilusão, faça-me ser perfeito, mais que perfeito, feito para contigo estar. Coração, traga um sorriso aberto, mais do que aberto, certo, certo que tudo há. Solidão, mostra que sou mais um, mais do que muitos, um, temo deixar de amar. 24.10.2014

Onde?

Estamos quase tristes. Quase sempre tão felizes,   estamos quase sempre, quase nus, quase sãos, quase sadios.   Estamos quase vivos, quase mortos. Estamos quase todos tortos.   Quase todos satisfeitos. Somos muitos. Somos tantos.   Estamos tão seguros de si mesmos. Estamos enganados. Sozinhos. Estamos quase lá. Onde?

Ascético

Caras semi-amarradas movem-se vultosamente entre esquinas. Cada coração magoado traz a marca e traga cada nota das buzinas.   Em passos pálidos ligeiros, repreenchem cada vil espaço, entre roupas e dinheiros, entre a vida e o cansaço.   É quase tanto, e é tanto nada. Cada vida sem sentido. Cada ´´oi``  é quase um grito.... Continuar Lendo →

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