Afogamento

Sempre que estou nadando eu sei que irei me afogar. A água gelada conversa comigo. Ela está desesperada para ter o meu corpo novamente submerso. Vou me sucumbindo até o fundo, e quando eu estou lá em baixo ela me traz até a superfície. Eu sinto a água gelada percorrer o caminho para sair de... Continuar Lendo →

Amaranto

Olhava pela janela do metrô aquele cenário tão antagônico ao dos filmes antigos: Na paleta de cores, azul desbotado e cinza frio. Arvorezinhas perdidas em meio ao solo de concreto, respirando com dificuldade o ar pesado que entra pelas narinas mais sugando do que dando vida. Casinhas perdidas em lugares onde não deveriam está, recheadas... Continuar Lendo →

O caos do estúpido

Pela janela avisto uma só estrela. O céu está pálido, pensativo. Nada de concreto, as nuvens cobertas pelo breu a qualquer momento podem se desmanchar. Depois de duas taças de vinho começo a divagar. “Tolice criar edificações” – penso. Arquiteto as minhas ideias sem planejamento, assim como criei expectativas sobre fumaça de cigarros, não meus,... Continuar Lendo →

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