Quatro da manhã

Sinto no canto dos meus lábios o néctar

Da cálida seiva que derrete os lençóis

Acato as ordens entre a fronha e os dentes

Donde ruídos, sussurros, desnudam uma voz

E noto o receio de hoje mais cedo

Diluindo no ingresso macio dos dedos

Pelo vibrar irregular de coxas febris

Enquanto o desejo exonera o medo

Que ressecava a garganta, corava o nariz

Minutos se vão atinando, transpirando

Com as costas mapeadas das unhas vermelhas

Tapas escalam fragmentos do escuro

Uma pausa súbita, o galo canta, um encaixe mudo

Ó cálida. Cálida seiva

Fervilha coração! Mas aguente essa nega.

Um comentário em “Quatro da manhã

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