Poesia, velha arte do encanto
E se descer-me o teto escuro
Quem há de iluminar meu canto?

 

Se hoje sou poeta,

O sou pois já amei e tanto

Que as rimas indiscretas

Derramo no papel, de espanto

 

E o susto arrepiado dos meus versos

Faz o som mais predileto

Quando encontra os lábios teus

 

Ruas, coisas tortas de concreto

Onde passo em desconcerto

Procurando os passos, Deus!

 

Mas se acabar meu universo

E eu versar o avesso inverso

Desse verbo que era meu

 

Vivo! Em silabadas no meu peito

Embalando um som perfeito

Meu amor jamais morreu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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