Flagelado Proletário

Trabalho!

Por hoje não penso,

Apenas trabalho!

Produzindo histórias,

Escrevendo enredos,

Desenvolvendo games,

Expandindo neuros, elos,

Ocupando minha frágil mente.

Trabalho!

Por hoje não penso,

Apenas trabalho!

Subindo e descendo,

Ligando e desligando,

Apagando e acendendo,

Deletando e reescrevendo.

Zangado com o destino,

Embriagando as memórias.

Mergulhado em compromissos,

Abrindo mão da trajetória.

Trabalho!

Por hoje não penso,

Apenas trabalho!

Porém o descuido é arbitrário

Esbarro na sua foto, caio.

Nervoso, inquieto, encaro.

Ligo o rádio, disfarço.

Azar de quem ouve o desabafo.

Mentira — não te odeio no presente.

Verdade — te amei, mas é passado,

Trabalho!

Por hoje não penso,

Apenas trabalho!

Na esperança de uma noite quente,

Bar, copo cheio, música popular.

Alguém diferente, vestido indecente,

E trechos, Artes,

Pecados, Mensagens,

Desejos, Promessas,

Perfumes, Viagens.

Só para me perder,

Só para procrastinar,

Só para esquecer de você,

Só para fingir não pensar,

Que ainda quero,

Que ainda sonho,

Que ainda amo.

Não! Não! Não!

Melhor trabalhar.

2 comentários em “Flagelado Proletário

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